Participação Como Controle Social: uma Crítica das Estruturas Organizacionais Flexíveis

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Crubellate, J. M. (2004). Participação Como Controle Social: uma Crítica das Estruturas Organizacionais Flexíveis. RAE - eletrônica, 3(2).

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CRUBELLATE, J. M. Participação Como Controle Social: uma Crítica das Estruturas Organizacionais Flexíveis. RAE - eletrônica, v. 3, n. 2, julho-dezembro, 2004.

João Marcelo Crubellate - UFPR/PPGADM - Outros artigos deste autor

Este artigo tem por objetivo principal discutir criticamente a natureza do processo de dominação subjacente aos modelos altamente orgânicos típicos de estruturas organizacionais flexíveis. Tais modelos geralmente lidam com decisões complexas e de difícil formalização, o que para alguns autores implica a necessária e imediata democratização das organizações, que assumiriam estruturas consensuais, isentas de relações de poder. Com base no conceito de controle social, na sociologia da dominação weberiana e na idéia de racionalização do mundo da vida (Habermas, 1987), desenvolvemos uma definição de controle social normativo como processo de instrumentalização econômica das relações cotidianas convencionais dentro das organizações. Tal processo sugere um novo mecanismo de exercício do poder e significa uma resposta dos sistemas econômicos à potencial instabilidade em face de problemas inéditos e decisões não-estruturadas. Propõe-se assim outra via para interpretação do significado das estruturas participativas em organizações econômicas, uma interpretação que desconfia do otimismo predominante.

The purpose of this paper is to discuss the process of domination in participative organizational structures. We use the concept of social control, the difference between social and bureaucratic ways of control and Haberma´s idea of lifeworld´s rationalization, to theoretically propose a definition of normative social control as a new way of controlling in participative organizational structures. We propose that normative social control refers to the institutionalization of econmic purposive-rational orientation in the realm of personal informal relationships, and that it can be understood as a new way of social domination and organizational control, since it is not based on rational-legal authority, but on the legitimacy of consensual decisions, in spite of the way consensus is reached. This kind of social control is understood here as an organizational reaction to the risk naturally implicated in participative decision-making processes, and as a key condition to the continuity of organizational systems that have to face complex decisions.

controle social, racionalização, burocracia, participação, decisão.
social control, rationalization, bureaucracy, participation, decision.

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