GV-executivo, vol. 18, n. 2, março-abril 2019

Editorial: 

EDUCAÇÃO PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Se a economia brasileira voltar a prosperar, vamos enfrentar o mesmo problema do último ciclo de crescimento de alguns anos atrás: falta de talentos e de pessoas capacitadas para as mais diversas posições nas empresas. E não há dúvida de que a educação é um fator essencial para uma qualificação profissional de excelência e para um círculo virtuoso de desenvolvimento econômico e social.

Esta edição da GV-Executivo está especialmente rica ao debater esse tema por diferentes perspectivas. No Caderno Especial, apresentamos um conjunto de artigos que enfatizam a importância da internacionalização das escolas de negócios não só para o aprimoramento pessoal, mas também para as empresas e para a sociedade.

Com uma visão abrangente do cenário internacional, o artigo de Julia von Maltzan Pacheco, Escolas em rede, elenca os benefícios das diversas redes internacionais de escolas de negócios que promovem atividades de intercâmbio entre estudantes, professores e pesquisadores, com o objetivo de preparar os alunos para o mercado global. Em Diferencial competitivo, Marcelo Romani-Dias e Jorge Carneiro tratam de programas de Master in Business Administration (MBA) que inserem experiências internacionais para seus alunos, mostrando que tais vivências constituem ativos essenciais para a carreira. Mas não só na educação executiva essa questão se faz essencial. O artigo “Trilhas que se abrem”, de Renato Guimarães Ferreira, Felipe Zambaldi e Giselle Walczak Galilea, mostra a experiência bem-sucedida da internacionalização do curso de graduação em Administração de Empresas da FGV EAESP.

O Caderno conta também com a colaboração internacional de escolas parceiras da FGV EAESP: Lu Xiongwen*, da chinesa Universidade de Fudan, no artigo Estratégia de alcance global, revela como essa escola de negócios construiu uma estratégia em linha com o desenvolvimento econômico da China para ganhar destaque mundialmente; e Stefano Caselli*, da italiana Universidade Bocconi, no artigo Tudo vai mudar, aponta para as profundas transformações por que passam as escolas de negócios para enfrentar, ao mesmo tempo, os desafios globais e as especificidades locais.

No escopo do Especial, destaca-se ainda a entrevista com Santiago Iñiguez de Onzoño*, presidente executivo da IE Business School and University, em Madri. Em recente passagem pelo Brasil, Santiago concedeu uma entrevista exclusiva à GV-Executivo, em que aborda as transformações, os desafios e as tendências do ensino nas universidades, enfatizando a importância das ciências humanas para a formação de profissionais capazes de interagir melhor com seus pares e ganharem flexibilidade em um mercado de trabalho que muda rapidamente.

Para completar as enriquecedoras perspectivas que esta edição traz na área da educação, Fernando Abrucio, no artigo Separar o joio do trigo: o que importa na educação, apresenta a história (e as dificuldades) da educação no Brasil e expõe propostas concretas de melhoria.

Os dois últimos artigos exploram temas relevantes na atualidade: em (In)Decisões financeiras para a aposentadoria, Claudia Emiko Yoshinaga trata de questões comportamentais que fazem com que os brasileiros poupem menos do que deveriam, um tema mais do que atual diante da possível reforma da previdência; e em Negócios como destinos, Wandick Leão e Juliana Bonomi Santos falam da complexidade da experiência de serviços hoje em dia.

Para fechar a edição, temos as colunas de Benjamin Rosenthal, sobre o lado político das marcas, de Amon Narciso de Barros, a respeito dos novos arranjos políticos no Brasil, além das tradicionais colaborações de Samy Danna ─ neste número sobre dinheiro x presente ─ e Paulo Sandroni ─ a respeito da tempestade no setor externo e das incertezas no plano interno ─, com debates atuais e provocadores.

Maria José Tonelli – Editora chefe

Adriana Wilner – Editora adjunta

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