GV-executivo, vol. 17, n. 4, julho-agosto 2018

Editorial: 

TENDÊNCIAS NA ÁREA DE GESTÃO DE PESSOAS

A área de Recursos Humanos (RH) tem uma experiência acumulada de mais de 100 anos. Com esse patrimônio (de acertos e desacertos), os profissionais e os pesquisadores de RH têm muita história para contar. Se no passado a área não tinha nenhuma centralidade nas empresas, sendo chamada de Departamento de Pessoal, atualmente a Gestão Estratégica de Pessoas cada vez mais contribui para o sucesso dos negócios e para a sustentabilidade das marcas. As atividades centrais de RH compreendem as tradicionais funções de recrutamento, seleção e desenvolvimento das pessoas, passam pela gestão da cultura organizacional e são fundamentais para o planejamento da força de trabalho e seu alinhamento com a estratégia da organização.

Para destacar tendências recentes, nesta edição, a GV-executivo está dedicada ao tema Gestão de Pessoas e Recursos Humanos. O artigo de Beatriz Maria Braga e Vanessa Martines Cepellos trata das diferenças existentes entre o RH e os demais gestores e mostra que é necessário dirimir estereótipos entre esses atores organizacionais. Alessandra Ginante traz um interessante debate sobre as capacidades dinâmicas dos gestores e como estas podem contribuir para o sucesso das empresas. Pensando nas discussões sobre o futuro do trabalho, Ana Paula Morgado e Ana Luiza Pliopas falam da colaboração como o principal ingrediente para o sucesso da gestão contemporânea. Apesar da colaboração ter papel fundamental para a solução de problemas complexos nas empresas, paradoxalmente, hoje as pessoas são as únicas responsáveis por seu projeto de carreira, como apontam Luiz Carlos Cabrera e Renato Ferreira Guimarães. Outro tema atual em Gestão de Pessoas é o desafio da diversidade, debatido no artigo de Maria José Tonelli. Joana Story explana sobre a corrupção nas organizações e o comportamento dos gestores. Tais artigos não esgotam as grandes questões de Gestão de Pessoas e RH, porém apontam a pluralidade temática e os desafios atuais da área. Embora a área possa ser questionada, a prática mostra que ainda é o comportamento das pessoas que garante a competitividade das organizações. O comportamento antiético dos líderes, como aponta Joana, traz graves prejuízos financeiros às empresas.

Esta edição conta ainda com o artigo de William Eid Jr. sobre como investir os recursos pessoais adequadamente; com o trabalho de Annelise Vendramini e Camila Yamahaki acerca das consequências financeiras do desmatamento para o desenvolvimento das empresas; e com o artigo de Belmiro Ribeiro da Silva Neto, quanto ao despreparo das organizações para realizar a gestão de crises.

A entrevista de Adriana Wilner e Aline Lilian dos Santos com o empresário Mário Kaphan sobre o modelo de gestão horizontal da empresa Vagas.com completa a edição, ao lado das colunas de Samy Dana (Como homens e mulheres enfrentam a competição), Paulo Sandroni (2018: ano perdido), Yan Nonato Callini e Frederico Turolla (Nome positivo no SPC), e Paulo Arvate e Sergio Mitlaender (Eleições eliminam corruptos e maus gestores?)

Boa leitura!

Maria José Tonelli – Editora chefe

Adriana Wilner – Editora adjunta

 

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