Império

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Pelbart, P. (2002). Império. RAE-Revista de Administração de Empresas, 42(4), 110-116. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-75902002000400012

ABNT

PELBART, P. Império. RAE-Revista de Administração de Empresas, v. 42, n. 4, out-dez, p.110-116, 2002. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-75902002000400012

A impressão que se tem ao ler Império, escrito a quatro mãos pelo pensador e militante italiano Toni Negri juntamente ao jovem filósofo norte-americano Michael Hardt, é a de ter em mãos, finalmente, um claro mapa do mundo contemporâneo. A excitação intelectual que toma o leitor ao embrenhar-se em suas 500 páginas vem do fato de que os autores tiveram a coragem de pensar o contexto atual em sua abrangência maior, planetária, com um fôlego que não se via há tempos: leitura ao mesmo tempo histórica e filosófica, cultural e econômica, política e antropológica. A partir dela, aparecem os novos processos de dominação e assujeitamento que se instalaram nas últimas décadas, bem como as novas possibilidades de reversão. Não faria sentido resumir em poucas frases o rico enquadre teórico proposto pelos autores, inspirados em um arco conceitual que vai de Maquiavel a Foucault, de Espinosa e Marx a Deleuze-Guattari, e no prolongamento de uma obra anterior de Negri, intitulada O poder constituinte (que acaba de sair agora, pela D&PA, em excelente tradução brasileira). Melhor seria escolher três linhas de força que atravessam o pensamento dos autores, para dar uma pequena idéia do vigor e relevância de sua empreitada teórica.

Globalização. Imperialismo.
Num. Páginas: 
110-116

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