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By Angela Paes on Mar, 10/05/2011 - 16:29

Os comentários do professor Sievers são, de fato, muito pertinentes e relevantes, um bálsamo para profissionais preocupados e conscientes sobre a condição da motivação nos meios acadêmicos.
Acredito que essa "dissonância" entre as teorias de muitos pesquisadores e o que constatamos sobre o comportamento dos empregados nas empresas, revela apenas a etapa de maturidade sobre os estudos e pesquisas desse tema . Portanto, em se tratando do desenvolvimento acadêmico deste tema, ainda estamos no período pré-paradigmático. Há incontáveis definições conceituais sobre o tema!
Do ponto de vista das Ciências Psicológicas mais consagradas, encontramos uma definição mais coerente e substancial quando o comportamento motivacional é encarado como independente, isto é, autogovernado, persistente e sempre dirigido a objetivo específico. O problema é que muitos autores de formação em Administração de Empresas, passaram a encarar a ação motivacional como qualquer conduta trivial, meramente acionada pela força de estímulos do meio. Não é difícil afirmar que houve um agravamento geral sobre questões relativas a esse conceito!
Por outro lado, acredito que nos últimos tempos, a Psicologia não tenha investido mais seriamente em pesquisas sobre motivação. Assim, grande parte dos estudiosos passaram a dar explicações bastante frágeis, recorrendo a "estados internos "confusos/inconsistentes" e de teor altamente subjetivo.
É inegável a inconsistência de muitos artigos e trabalhos, inclusive os acadêmicos, sobre este assunto. Faço aqui algumas observações:
- por que a motivação é sempre encarada como ação positiva, favorável e construtiva?
-como a conduta motivacional pode ser equiparada à quaisquer ações cotidianas se, ao mesmo tempo, afirma-se que as atuações motivacionais são as únicas que respondem à maior produtividade?
- do ponto de vista acadêmico, como é possível a utilização do termo "motivação extrínseca" para o que não é considerado como a "verdadeira" motivação?
-por que o uso do termo "auto-motivação"?.............não seria fruto de pura tautologia?
-como é possível trasladar a mecanicidade das necessidades fisiológicas para os motivos de ordem estritamente social?
-como assegurar que nenhuma conduta reforçada por estímulos "externos" pode ser considerada como ato motivacional, uma vez que a verdadeira motivação foi convencionada por uma questão de locus de controle interno e não externo?
Ora, em nossa sociedade capitalista há nitidamente apelos de toda ordem para o consumo de bens materiais, corrida para o alcance de riqueza, sucesso, status, reconhecimento, etc. e tal. Esse posicionamento conflita claramente com as nossas experiências mais comuns. É inegável a existência de ações motivacionais rumo a tantos apelos sociais!!!
-a motivação não se desdobra por todos os aspectos do comportamento. Portanto, ela não pode ser tratada de forma generalizada. Exemplos não faltam: "Afinal, ele está ou não motivado"? ou "É preciso motivar a equipe"!.
A motivação liga-se irremediavelmente aos desempenhos!
Bem, aqui estão algumas considerações sobre esse enigmático tema.
Obrigada,
Angela Paes!

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