Uma Análise da Dinâmica do Poder e das Relações de Gênero no Espaço Organizacional

Cite

APA

Brito, M. J. M., Melo, M. C. de O. L., Cappelle, M. C. A., Brito, M. J. de. (2004). Uma Análise da Dinâmica do Poder e das Relações de Gênero no Espaço Organizacional. RAE - eletrônica, 3(2).

ABNT

BRITO, M. J. M.; MELO, M. C. de O. L.; CAPPELLE, M. C. A.; BRITO, M. J. de. Uma Análise da Dinâmica do Poder e das Relações de Gênero no Espaço Organizacional. RAE - eletrônica, v. 3, n. 2, julho-dezembro, 2004.

A elaboração do presente artigo objetivou promover uma discussão de cunho teórico acerca das relações de poder e gênero nas organizações. Para tanto, procurou-se extrapolar as limitações das abordagens que defendem a centralidade e a soberania do poder, mediante a adoção das concepções de poder relacional e de circuitos de poder que permitem reconhecer seus efeitos nas relações e interações entre indivíduos e nas práticas e discursos organizacionais que promovem e reforçam as assimetrias de gênero. A perspectiva adotada admite a existência de pontos de adesão e resistência ao poder, capazes de legitimar ou negar sua ação, entendendo as organizações como espaços em que homens e mulheres articulam suas relações por meio de movimentos de negociação, contestação e de luta de acordo com interesses em jogo. Neste trabalho, portanto, as relações de gênero são percebidas como mecanismos e práticas sociais que são instituídos e instituem ações e comportamentos.

The elaboration of the present article aimed at to promote a discussion of theoretical character concerning the power and gender relationships in organizations. For so much, it was tried to extrapolate the limitations of the approaches that defend power centrality and sovereignty, by the adoption of conceptions of relational power and power circuits. These approaches allow recognizing power effects in the relationships and interactions among individuals and in organizational practices and speeches that promote and reinforce gender asymmetries. The adopted perspective admits the existence of adhesion and resistance points to power, capable to legitimate or to deny its action, and also understands organizations as spaces in which men and women articulate their relationships through negotiation, reply and fight movements, in agreement with interests at stake. In this work, therefore, gender relationships are noticed as mechanisms and social practices that are instituted and institute actions and behaviors.

Relações de gênero, relações de poder, organizações, circuitos de poder, auto-regulação.
Gender relationships, power relationships, organizations, power circuits, self-regulation.

Post new comment

The content of this field is kept private and will not be shown publicly.
To prevent automated spam submissions leave this field empty.

Portal FGVENG

Escolas FGV

Acompanhe na rede