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By Artur on Thu, 12/03/2015 - 15:18

Analogamente, poderíamos criticar a dominância das teorias da medicina (que tem curado muitos) diante do conhecimento original dos pagés. O que acham? A ciência (digo ciência, não arte e, por sinal, o dicionário informal brasileiro deveria definir "gestão" como a forma de administrar sem o conhecimento da administração, por ser esta a arte praticada por quem não é de fato administrador, mas "mama nas tetas" desta que é ciência) da administração tem comprovado o seu valor. Os que reclamam, como muitos "gestores" brasileiros, é porque nunca, de fato, experimentaram os avanços sociais decorrente de sua aplicação séria, ou pior, não conhecem de fato o que é administração. Como resultado, o país de Taylor ainda domina o país da A-M, que prega a gestão A-M como arte, como crítica, mas que não leva a lugar nenhum. Peter Drucker, em 1958, em seu célebre artigo "Marketing and Development" já afirmara que os países subdesenvolvidos o são porque seu pensamento de marketing (que é uma forma de management) é igualmente subdesenvolvido. Obrigado pensadores do paradigma-tupiniquim (P-T) por publicarem em prol da manutenção do status quo do nosso subdesenvolvimento, a invés de buscar propagar os princípios da administração que são válidos e funcionais. Não esquecendo que se a teoria da administração não for funcional, de nada esta vale como ciência aplicada que deve ser. Precisamos de soluções concretas aos problemas brasileiros. É isto que a vertente organizacional da administração brasileira devem buscar. Existem outras escolas que estudam organizações com outros focos, diferentes da Administração ou Management. tais como a economia, sociologia, biologia, física... cada qual com a sua interdisciplinaridade cruzada de acordo com seu paradigma psico-sócio-político-econômico-etc. Antes de criticar a administração no Brasil, que tal criá-la primeiramente? Ainda estamos parados no ano de 1958. Estamos encalhados na burocracia weberiana desde a época de Vargas. O Banco do Brasil, Detran, e outras organizações autárquicas parecem sítios arqueológicos para se estudarem os modelos de gestão do passado. Talvez, se estas fizessem sinais de fumaça queimando seus papéis, fossem mais eficazes para se comunicarem com seus clientes (se é que eles admitem a sua existência). Não é culpa da teoria da administração ou da TO, do Sul ou do Norte, mas da mentalidade subdesenvolvida da América Latina, predominantemente individualista e corrupta.

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