RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 6, n. 20, jul-set 1966

Editorial: 

Aos seis anos de existência

Se em agosto de 1960 nos tivessem pedido uma definição das diretrizes básicas de conteúdo da REVISTA, teríamos, certamente, mencionado pelo menos três: a) objetividade; b) equilíbrio; c) originalidade. Pela objetividade procuraríamos atender à finalidade de estimular a reflexão e a ação de natureza administrativa; pelo equilíbrio à necessidade de saber de administradores e estudiosos militando em todas as áreas direta ou indiretamente ligadas à administração empresária; pela originalidade ao objetivo de inovação no raciocínio e nas iniciativas desses administradores e estudiosos. Hoje, vinte números e seis anos depois, cremos poder afirmar que essas três diretrizes provaram bem. Do ponto de vista de objetividade a REVISTA tem cumprido a finalidade: cada artigo traz sua mensagem. E é dessa mensagem que se podem extrair as ideias e ações que afetarão positivamente a administração; do ponto de vista de equilíbrio também tem havido êxito: em que pese à relativa escassez de trabalhos que nos são submetidos para aprovação, tem sido possível apresentar em cada número artigos de diversas áreas; sob o aspecto da originalidade, se somarmos os artigos que trouxeram teses novas e aqueles que adaptaram às condições brasileiras conceitos e técnicas já desenvolvidos e utilizados em países desenvolvidos mas novos entre nós, podemos também afirmar que temos sido bem sucedidos. Está claro que na base dessas realizações estão condições institucionais de operação que nos deram garantia de trabalho frutífero. Não fosse a possibilidade de a Fundação Getúlio Vargas conseguir recursos para dar à RAE elevado padrão técnico e redatorial, não fossem a isenção e seriedade com que são encaradas pela Redação e pelo Serviço de Publicações da FGV as diversas facetas do trabalho que estão sob encargo de uma e outro, não fosse o apoio que ambos recebem para a continuação desse trabalho dos órgãos superiores, como a Diretoria da Escola de Administração de Empresas de São Paulo e a Direção Executiva da Fundação Getúlio Vargas, não cremos que seria possível manter funcionando entre nós um veículo de tal natureza. É lógico, portanto, que a RAE desfrute de posição privilegiada no conjunto de publicações técnico-profissionais nacionais e que, por isso mesmo, tenha responsabilidade aumentada e não diminuída perante a comunidade. O aprimoramento de seu conteúdo e apresentação deve ser meta a perseguir sem descanso. Nesse aprimoramento será incluída a renovação que atenda aos reclamos da moderna administração. Somente para exemplificar, começa a ser conhecida entre nós a difusão rápida, nos países de economia avançada, da metodologia quantitativa para solução de problemas administrativos. Para dar cobertura a esse movimento, que certamente interessa a toda a empresa nacional que deseje aumentar sua eficiência, estamos, nos últimos números da RAE, publicando sistematicamente trabalhos, quer originais, quer traduzidos de língua estrangeira, que examinam os conceitos da Pesquisa Operacional. Com essas e outras inovações, a REVISTA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS certamente poderá continuar a cumprir seus objetivos e diretrizes, tal como fora planejado desde sua criação. Acendamos, portanto, mais uma velinha no bolo do saber, não só por ver até aqui realizado o dever que nos propusemos, mas principalmente pela satisfação genuína de ver condições para continuar entusiasticamente a realizá-lo.

Yolanda F. Balcão

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