RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 57, n. 1, janeiro-fevereiro 2017

Editorial: 
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NOSSO FUTURO DEMANDA MAIS DA PRODUÇÃO ACADÊMICA

Começamos 2017 com os necessários agradecimentos à comunidade acadêmica em administração: autores, editores científicos, editores de fóruns e avaliadores ad hoc que dispuseram de seu tempo para ajudar no aprimoramento dos artigos aqui publicados. Agradecemos também à equipe da RAE: Ilda Fontes, Denise Francisco Cândido, Eduarda Pereira Anastacio, Andréa Cerqueira e Eldi Soares, que, como sempre, trabalharam muito para a produção das revistas. Muito obrigada a todas.

Tradicionalmente, o primeiro número da revista traz o balanço das atividades do ano passado, e nossos indicadores mostram que avançamos em internacionalização, qualidade editorial e aperfeiçoamento de processos. Em 2016, entre os artigos publicados, 69% são em língua estrangeira, 12% a mais que em 2015; contamos com 53% de autores estrangeiros (22% acima do índice do ano anterior). Os pesquisadores internacionais que mais têm colaborado com a RAE continuam vindo de Portugal e Espanha, seguidos de América Latina & Caribe, EUA, México & Canadá, Ásia & Oceania e Europa. O volume de submissões deu sinais de estabilização: recebemos 943 artigos em 2016, quantidade próxima à de 2015 (946). Desde 2013, quando foram submetidos 630 trabalhos, tínhamos a expectativa de que estávamos no limite de submissões, mas vemos agora que esse número está se estabilizando muito próximo a 1.000 artigos/ano. O índice de rejeição de artigos por formato continua alto: 40%, o que sinaliza a necessidade de esforços editoriais e dos programas de pós-graduação para conscientizar os autores sobre a necessidade de padronizar seu artigo nos critérios de formato do periódico no qual deseja publicar. O percentual de aceitação de artigos caiu de 6% para 5%, o que denota cuidado e rigor no processo de avaliação científica. Com relação ao processo de trabalho na redação, em 2016, o prazo médio entre aprovação e submissão caiu para 219 dias (11 dias a menos que em 2015), o que é muito significativo no sistema de avaliação triplo-cega de trabalhos submetidos à RAE. Todos os indicadores estão disponíveis na página da RAE na internet: www.fgv.br/rae.

Foi um bom ano para a RAE, mas acabamos de passar por um período difícil no Brasil, e é impossível não mencionar esse fato aqui, mesmo em se tratando de uma publicação acadêmica. Aliás, justamente por isso, pois as publicações acadêmicas brasileiras sofrem com a falta de qualidade, assim como diversas outras atividades no País, uma deficiência que não reflete apenas o momento, mas é consequência de uma história que tratou conhecimento como fonte de poder, e não como benefício para a comunidade. A produtividade não é uma questão apenas no campo da administração, mas nossa área precisa urgentemente lidar com esse problema. Precisamos de mais qualidade, precisamos estar presentes internacionalmente, mas precisamos também atender às demandas de um país que sofre com o afastamento da universidade das necessidades da sociedade. Antes de entrar numa pós-modernidade confusa, precisamos ajustar questões básicas da modernidade.

A RAE manteve seus artigos em sistema multilíngue, em português, inglês e espanhol, preservando, na publicação, o idioma original de submissão. Mas, a partir de 2018, todos os trabalhos publicados serão bilíngues, ou seja, todos os artigos submetidos em espanhol e português, se aprovados, serão traduzidos para o inglês; aqueles em inglês, por sua vez, serão traduzidos para o português. As novas diretrizes serão indicadas em nosso site e comunicadas a toda a rede de colaboradores, para que todos possam ajustar-se ao longo do ano. Pedimos gentilmente sua atenção para essas mudanças.

Destacam-se, neste número, seis artigos: “Reposicionando conceitos: A organização fora dos eixos” apresenta abordagens alternativas na área de estudos organizacionais; “Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions” examina a evolução da dinâmica competitiva e lucratividade empresarial; “Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano” analisa a capacidade transacional de empresas atuantes no sistema financeiro peruano; “The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees” examina as forças e fraquezas do sistema de franquias sob a perspectiva do franqueado; “Coopetition strategies in the Brazilian higher education” apresenta proposições teóricas sobre estratégias de coopetição; e “Modelo estrutural de governança da informação para bancos” traz um levantamento com executivos de tecnologia da informação de bancos do Brasil. 

Completam a edição uma resenha sobre o livro “Behavioral finance and wealth management: How to build optimal portfolios that account for investor Biases”, de Michael M. Pompian, e duas indicações bibliográficas sobre pesquisas qualitativas e quantitativas. 

Desejamos a todos um ano novo produtivo em pesquisas! Esperamos também que aproveitem o conteúdo editorial e todas as inovações que a RAE continuará oferecendo.

Maria José Tonelli | Editora-chefe
Professora da Fundação Getulio Vargas, Escola de
Administração de Empresas de São Paulo – SP, Brasil

     

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