RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 53, n. 6, novembro-dezembro 2013

Editorial: 

 

O processo de internacionalização da RAE continua avançando com bastante consistência. Após termos lançado a versão trilíngue do sistema de submissão, em 2009, começamos a receber os primeiros artigos de autores estrangeiros, que, antes disso, tinham que saber português para tentar uma publicação na RAE. Em 2010, a situação não foi muito diferente, mas algumas (poucas) submissões espontâneas vindas de países da América Latina e ibéricos apontavam que tínhamos espaço para ampliar nossa visibilidade para além do território brasileiro, onde continuávamos com forte prestígio, devido, particularmente, à melhoria obtida nos prazos de avaliação.     

Em 2011, comemoramos o índice de 7% de submissões estrangeiras, medido pelo número de artigos submetidos para publicação na RAE. Esse número deu um salto significativo em 2012, atingindo a marca de 15% no ano, feito impulsionado a partir do segundo semestre, após aparecermos, pela primeira vez, entre os periódicos com fator de impacto na lista do Journal Citations Report (JCR). Estava claro que tínhamos conseguido um avanço importante, mas necessitávamos articular ações que permitissem a consolidação desse processo. Foi quando começamos a anunciar chamadas de trabalho coordenadas por comitês compostos por pesquisadores internacionais, que se encarregaram de divulgar a RAE em suas redes fora do País.

O ano de 2013 ainda não acabou, e, portanto, não temos todos os números fechados, mas os levantamentos feitos até setembro indicam a consolidação do patamar de submissões internacionais. Apesar de ser ainda um periódico majoritariamente brasileiro, a RAE claramente se apresenta, cada vez mais, como uma alternativa de publicação para autores de outros países, o que tanto contribui para dar visibilidade a seus trabalhos no Brasil quanto aumenta a exposição de pesquisas brasileiras para além de nossas fronteiras.

Para dar conta dessa nova realidade, a RAE precisou investir na sua capacidade de atender a novas demandas, e, atualmente, a nossa equipe comunica-se com os autores também em suas línguas nativas. Nosso website, em versão trilíngue (português, inglês e espanhol) desde agosto de 2013, tem se aperfeiçoado continuamente, e também temos traduzido pareceres de avaliadores fluentes em inglês e espanhol, ajudando a tornar mais claras as indicações de aprimoramento sugeridas a autores que se comunicam exclusivamente nessas línguas.

Temos muito a evoluir, entretanto. O próximo passo importante é a renovação de nosso comitê científico, com mandato bienal, para incluir um número maior de representantes de países que têm apresentado participação crescente nesse processo de internacionalização. É um movimento cuidadoso e necessariamente orgânico, pois não basta incluir nomes na lista, mas procurar parceiros que entendam o nosso projeto e ajudem a fortalecê-lo ainda mais nos próximos dois anos.

Nesta edição da RAE, publicamos cinco artigos apresentados no Congresso Latino-Americano de Varejo (CLAV-2012), promovido pelo Centro de Excelência em Varejo (GVcev) da FGV-EAESP. O artigo “Varejo: desafios e oportunidades em mercados emergentes”, escrito pelos organizadores do Fórum CLAV/RAE, com reflexões sobre a evolução e perspectivas para a pesquisa na área, apresenta esses cinco textos.

Publicamos, ainda, dois outros artigos inéditos: “Observação participante nos estudos de administração da informação no Brasil”, uma apresentação dos elementos essenciais da observação participante nos estudos de administração da informação, destacando seus principais benefícios, dificuldades e desafios para a sua adoção; e “Culpada ou inocente? Comentários de internautas sobre crimes corporativos”, uma pesquisa sobre comentários de internautas postados em notícias sobre crimes corporativos envolvendo trabalho escravo veiculadas na imprensa eletrônica nacional.

Completam esta edição a pensata “How to resist linguistic domination and promote knowledge diversity?”, assinada pelos professores Mario Aquino Alves e Marlei Pozzebon; e as indicações bibliográficas sobre “Marketing e redes sociais” e “Decisões em situações extremas”.

 

Tenham uma boa leitura!

Eduardo Diniz

Editor chefe

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