RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 48, n. 1, jan-mar 2008

Editorial: 

Com a edição de outubro a dezembro de 2007, a RAE atingiu o marco de 2.085 artigos científicos publicados, um ativo intelectual que reflete de perto, e desde a origem pioneira, em 1961, o desenvolvimento do pensamento administrativo no Brasil. Várias gerações de autores, pareceristas, editores associados, editores, revisores e funcionários contribuíram para este processo de cidadania acadêmica. O ritmo de trabalho na redação é intenso. Ao longo do último ano, 240 submissões foram recebidas; 534 pareceres foram fornecidos por 300 pareceristas; e apenas 21 artigos foram aceitos para publicação. Com sua tradição e padrões elevados, não surpreende que a RAE seja considerada, por muitos critérios, o periódico científico nacional de maior impacto na área de Administração.

Assumo a função de editor da RAE, a partir deste número, consciente da responsabilidade que acompanha gerir este patrimônio. Comprometo-me firmemente com a nossa missão de produzir e disseminar conhecimento em administração de empresas, atendendo a um amplo espectro de domínios temáticos, perspectivas e questões. Dando prosseguimento às iniciativas de meu antecessor, professor Carlos Osmar Bertero, continuarei atento à necessidade de ajustes de percurso decorrentes de mudanças no ambiente acadêmico e institucional. Dentre os novos projetos da revista, destaco dois. O planejamento editorial contempla um gradual aumento no espaço para artigos inéditos, que, no entanto, levará vários números para ser percebido pelo leitor. Adicionalmente, nosso planejamento administrativo prevê a implantação de um novo sistema informatizado para a gestão da redação, que deve produzir um encurtamento do ciclo editorial.

Neste número, a RAE reafirma sua vocação generalista. Na área de marketing, Cristiane dos Santos e Daniel Fernandes discutem o impacto da recuperação de serviços sobre o relacionamento com clientes. Beatriz Lacombe e Rebeca Chu utilizam a teoria institucional para identificar impactos do isomorfismo mimético, coercitivo e normativo em gestão de pessoas. Alfredo Machado Neto e Janaína Giraldi examinam alternativas estratégicas para os conglomerados empresariais da região de Franca (SP). Em operações, Joseph Saab e Henrique Corrêa propõem a coordenação, por distribuidores, dos fluxos de informação e produtos acabados em cadeias de abastecimento. E na seção Clássicos, dedicada a finanças, Richard Saito e Rafael Schiozer apresentam os artigos de Kenneth A. Froot, David Scharfstein e Jeremy Stein e de Peter Tufano sobre o papel do hedge parcial nas finanças corporativas. Duas resenhas e duas indicações bibliográficas completam a edição.

Agradeço, em nome de toda a equipe RAE, aos leitores e colaboradores da comunidade científica e empresarial que têm nos acompanhado e contribuído para o sucesso de nossa revista. Convido-os a continuar ao nosso lado; a honra é toda nossa.

Boa leitura!

Francisco Aranha
Diretor e editor

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