RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 36, n. 4, out-dez 1996

Editorial: 

O BALANÇO DESTE PRIMEIRO ANO

A RAE, expressão da interpretação eaespiana sobre o mundo dos negócios, iniciou o ano de 1996 com desafios de grande fôlego: equílibrio financeiro, recuperação da regulalidade e retomada de sua identidade. As primeiras medidas foram internas e procurou-se contradizer o ditado: em casa de ferreiro o espeto é de pau. Uma reanálise de processos culminou em uma radical mudança da equipe de redação; a recuperação da peliodicídade regular trouxe a mudança da bimestralidade para a trimestralídade; a retomada da Identidade ocasionou uma divisão da revista em seções que estabelecem a tangência entre o mundo empresarial e a EAESR Há muito ainda para ser leito se o objetivo for tornar a RAE uma publicação digna de freqüentar um número ainda maior de bibliotecas de gestão de empresas e, mais ainda, ser a leitura imprescindível para um número ainda maior de assinantes. Benchmarkeamos algumas revistas estrangeiras e, ao que tudo indica, fomos copiados por outras publicações do ramo. Estaremos olhando com a maior atenção, em 1997, para as recomendações de nosso conselho editorial. Não deveremos abandonar a divisão em seções adotada em 1996, porém a linha editorial será nosso foco prioritário. No último número deste ano, estamos contemplando artigos em cinco seções. Organização, Recursos Humanos e Planejamento abre a revista com um artigo de Lívia Barbosa sobre Cultura Organizacional. Julgamos que a importância deste artigo reside nos esforços voltados para a construção de pontes entre áreas anteriormente tratadas como estanques, como foi o caso da Antropologia e da Administração. Administração Mercadológica, um domínio em constante transformação,examina as relações entre suprimento global, novas tecnologias e desempenho mercadológico; Mike Kotabe, um dos autores, é professor-Visitante de Austill/Texas na EAESP/FGV Ainda em Marketing, porém com foco em gerenciamento de banco de dados, Francisco Aranha abre um novo cenário para o tratamento das "identificações". Na seção Administração Pública, a inovadora abordagem da economia neo-ínstitucional é apresentada por Marcos Fernandes em seu artigo sobre políticas públicas/decisões/estrutura organizacionaVmeximlzação de resultados. Por fim, em Administração da Produção e Sistemas de Informação, os autores Marcelo Caldeira e Henrique Luiz Corrêa analisam o uso de sistemas de programação com capacidade finita e estabelecem critérios para escolha dos sistemas disponíveis no Brasil. A área de finanças não poderia estar ausente e Willlam Eid nos apresenta resultados de sua investigação sobre o comportamento das empresas brasileiras no que tange a relação entre custos e estrutura de capital. Este número se encerra com duas resenhas de livros que, pela atualidade e relevância, deveriam ser prioridades de leitura. O próximo ano de 1997 se anuncia como sério e como tal será tratado. Mais mudanças, portanto, deverão ocorrer.

Prof. Roberto Venosa

Diretor e Editor

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