RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 27, n. 3, jul-set 1987

Editorial: 

Tendo em vista prestar sempre mais e melhores serviços ao seu público a RAE inaugura neste número uma nova seção: a de Pesquisa bibliográfica. O objetivo é tornar acessível ao leitor a bibliografia disponível sobre temas de interesse para o administrodor, especialmente os ligados aos assuntos "de ponta", inteirando-o não só das novas sendas percorridas pelo debate acadêmica, como também de técnicas, problemas, questionamentos, propostas, que passam ter utilidade imediata em sua prática profissional. Em conjunto com a Biblioteca da EAESP, a RAE procurará detectar os temas que suscitam maior demanda de informações e fornecer, em cada número, uma pesquisa dedicada a um deles. Esta seção será aberta com um levantamento dos trabalhos mais significativos sobre os sistemas conhecidos como just-in-time/kanban. Esperamos que seja bem-vinda! O Japão está na moda já há algum tempo. Todo o mundo ocidental quer saber como reproduzir a receita de sucesso des&e país em outras passagens do mundo capitalista. Nosso artigo de capa trata deste tema. Em um texto de fôlego, a profª Déa Lúcia Pimentel Teixeira analisa em profundidade o caso japonês, põe abaixo alguns mitos e discute as possibilidades, a conveniência e os limites de transplantar suas tão decantadas técnicas gerenciais para países como o Brasil. A tecnologia também é um tema marcante nesta edição. Está presente em vários artigos, sendo dissecada sob os mais diversos ângulos. A questão de sua transferência para indústrias estatais é tratada por Enrique Saravia. Ramon Garcia aborda não é só a problemática da assimilação versus produção de tecnologia, como discute o próprio significado do que seja uma "tecnologia apropriada"num ensaio rico e polêmico. Um dos autores que Garcia elege como interlocutor em seu texto prestigia esta edição também. É João Bernardo, que comparece com um estudo na qual analisa a relação entre os acidentes de trabalho e o emprego de tecnologias mais avançadas ou mais arcaicas. De quebra o autor ainda mostra como os procedimentos habituais da grande imprensa e a concepção dominante sobre o que são os acidentes de trabalho - a qual informa as estatísticas oficiais - obscurecem, mesmo que não intencionalmente, a percepção deste problema. O planejamento estratégico continua na ordem do dia, especialmente em tempos de instabilidade e incerteza, que o tornam mais difícil de ser feito. Hong Yuh Ching explica como implementá-lo na área de defensivos agrícolas. Entre os comentários, há o de , José Rodrigues Filho sobre o perfil de distribuição dos recursos de saúde no Brasil, cujas conclusões inquietantes exigem uma reflexão de nossa parte. E Luiz Felipe Gomes e Silva mostra alguns dos problemas que a evolução recente do controle do processo de trabalho, industrial coloca para a teoria das organizações. Não se deve esquecer, finalmente, das resenhas e do informativo sobre livros e teses que vieram a luz no último trimestre. De repente, está ali a solução do seu problema!

Bom proveito!

 

Gisela Taschner Goldenstein
Redatora-chefe

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