GV-executivo, vol. 2, n. 4, nov-jan 2003

Editorial: 

Por que executivos são tão suscetíveis a novidades de baixa consistência e resultado incerto? O que poderia detê-los nessa tendência de se enamorar por cada nova onda gerencial? Será que os pesquisadores e pensadores da gestão empresarial ainda são capazes de produzir algo genuinamente novo, algo capaz de "revolucionar" a prática administrativa? Essas questões me foram colocadas por uma jornalista, observadora sagaz do mundo corporativo. Refletem preocupações que povoam a mente de muitos executivos e pesquisadores. Merecem a atenção e reflexão de todos nós.

Sobre a possibilidade de vir algo realmente novo em termos de teoria ou prática administrativa, temos de considerar que a prática gerencial tem evoluído, ainda que aos "trancos e barrancos". As escolas de Administração não perceberam, mas gerir empresas hoje é uma atividade diferente do que foi há dez anos, há 20 anos e há 50 anos. Portanto, precisamos sim de novas perspectivas e novas metodologias. O problema é a má qualidade e inadequação do que é ofertado pela "indústria de soluções" e, adicionalmente, a volúpia dos compradores por soluções fáceis (e que não funcionam). O que parece dominar o cenário é um grande esquema de reembalagem de idéias. O management transformou-se em uma indústria poderosa, que movimenta muito dinheiro em livros, palestras, consultoria, cursos, sistemas etc. É também uma indústria capaz de promover seus produtos com grande sofisticação, convencendo seus clientes de que eles constituem solução para seus mais prementes problemas.

É possível fugir dessas marolas de novidades? Certamente. Uma formação sólida e boas leituras funcionam para um executivo como uma âncora marítima, que não impede totalmente que o barco se mova, mas evita que ele seja levado pela correnteza. Profissionais experientes e que investem tempo e energia em formação costumam ser mais tranqüilos em relação às novidades: eles já viram várias ondas se insinuarem e pouco depois desaparecerem na praia. Não as ignoram, mas sabem melhor como aproveitá-las e, principalmente, quando evitá-las.

Quem conhece com alguma profundidade a evolução das idéias e das práticas administrativas sabe que revolução só existe no discurso delirante dos curandeiros. O que existe de fato é muito esforço, muita experimentação, muitos erros e alguns acertos. Se soubermos refletir sobre todo esse processo, poderemos ter genuíno aprendizado e genuína evolução.

Esta edição da RAE-executivo traz um "cardápio" variado e denso de leituras. Desejamos que constituam opção de dieta equilibrada e fonte de uma digestão segura de idéias e perspectivas para a gestão empresarial.

Boa leitura!
Thomaz Wood Jr.
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Thomaz Wood Jr.

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