GV-executivo, vol. 2, n. 2, maio-jul 2003

Editorial: 

Nos Estados Unidos, pátria-mãe do management, presidente após presidente da Academy of Management - a principal organização de professores e pesquisadores da área - menciona em seu discurso anual o incômodo com o impacto quase nulo que a academia tem na prática gerencial e a necessidade de gerar mais trabalhos que tragam contribuições para a prática administrativa.
De seu lado, muitos executivos continuam a cultivar com fervor místico novas panacéias gerenciais, de conteúdo duvidoso e benefício incerto. Como já demonstraram inúmeras pesquisas, eles comumente as adotam para não ficar "fora da onda" e para parecer modernos. Em suma: muita cerimônia e pouca substância. Com isso, o vazio de conteúdo é preenchido por material produzido e consumido em ritmo de fast-food.
Pesquisadores vêem pesquisas exemplares como investigações de qualidade, realizadas em ciclos longos e com abundância de informações. Pesquisas de qualidade, em seu entender, representam mais que soluções para problemas de curto prazo e são focadas em aspectos mais básicos do discurso e da atividade gerencial.
Executivos vêem pesquisas exemplares começando com uma explicação da realidade empresarial, escritas de forma curta e objetiva, e identificando implicações para a ação gerencial. As implicações devem levar a recomendações explícitas para resolver problemas. Pesquisas exemplares também geram impactos positivos sobre o desempenho.
Nem toda pesquisa acadêmica deve ser aplicada. Deve existir lugar para pesquisa rigorosa, de ciclo lento, feita com o propósito de elevar os patamares do conhecimento. Mas também deve ser aberto mais espaço para a pesquisa aplicada, que cruza disciplinas, mais preocupada com a aplicação do conhecimento e com a finalidade prática.
Em certos pontos, pesquisadores e executivos concordam: pesquisas relevantes devem ser originais e inovadoras, revelar problemas não percebidos, ter objetivos claros, desafiar o conhecimento estabelecido, devem ser passíveis de generalização, ter recomendações baseadas em dados reais e devem trazer muitas idéias novas. Para que isso ocorra, é necessário construir parcerias duradouras entre pesquisadores e executivos, sustentadas por suas respectivas instituições.
É lugar-comum afirmar que a inovação - em produtos, processos e gestão - é fonte de vantagem competitiva para as empresas. Boa razão para fomentar tais parcerias.

Boa leitura!

Thomaz Wood Jr.
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