GV-executivo, vol. 17, n. 1, janeiro-fevereiro 2018

Editorial: 

CIÊNCIA PARA TRANSFORMAR O BRASIL

Na atual complexidade da situação econômica e política tanto nacional como global, a boa formação de gestores públicos e privados faz muita diferença. Conhecimento científico, sem perder de vista a realidade, pode transformar a educação, o campo social, a política urbana, bem como melhorar a liderança, a resiliência e a sustentabilidade das organizações. Para começar bem o ano de 2018, abordamos esses diversos temas nesta primeira edição.

O caderno especial sobre políticas públicas traz o artigo de Cláudio Gonçalves Couto sobre o imperativo da profissionalização de gestores públicos no país, mas também da essencial compreensão sobre o que é política. Qualificação de quem está à frente das políticas públicas, de acordo com o artigo de Clovis Bueno de Azevedo, é mesmo fundamental. Aliás, essa foi a motivação inicial para a criação da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, em 1944. Uma formação precisa e profunda de gestores escolares faz-se essencial para o desenvolvimento do país, conforme aponta Fernando Abrucio, no artigo Singularidade da gestão educacional. Política e polis estão interligadas e tratam de como precisamos nos organizar para contemplar todos os cidadãos. Esse é o tema do artigo de Ciro Biderman, que trata da necessidade de ciência para o desenvolvimento de políticas urbanas de excelência. Peter Kevin Spink, Fernando Burgos e Marco Antonio Teixeira exploram que a participação de diferentes atores organizacionais para a gestão no campo social é indispensável.

No cenário atual, todas essas questões também estão imbricadas com o desenvolvimento das empresas, seja na geração de líderes, na preparação para os impactos das mudanças tecnológicas ou na resiliência necessária para as cadeias globais. Esses são os temas que, além dos artigos sobre gestão de políticas públicas, compõem a edição. Carla Roberta Pereira e Andrea Lago da Silva mostram como tornar as cadeias produtivas mais resistentes a rupturas, Regina Magalhães e Annelise Vendramini discutem Os impactos da quarta Revolução Industrial e Sergio Piza versa acerca da emergência de um novo tipo de líder.

Completam este número a coluna de Vicky Bloch, que reforça a discussão de Fernando Abrucio sobre a necessidade de uma Nova educação para entender o mundo; a coluna de Glicia Vieira e Ruy Quadros sobre Avaliação sistêmica de P&D e inovação; a tradicional coluna Economia, de Paulo Sandroni, traz as expectativas para o panorama econômico em 2018; e a coluna Fora da Caixa, de Samy Danna, mostra que Decisões importantes precisam de um cérebro descansado. Na seção Entrevista, Maure Pessanha, gestora da Artemisia, fala sobre como negócios de impacto social podem ajudar a resolver problemas críticos do Brasil.

Esperamos que o debate dos assuntos apresentados nesta edição contribua para o desenvolvimento da sociedade brasileira.

Boa leitura!

Maria José Tonelli Editora chefe

Adriana Wilner Editora adjunta

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